Ensino superior a distância no Brasil: Políticas públicas e estratégias de gestão
Este texto traz, a meu ver, três questões centrais ao debate da implementação do ensino a distância, quais sejam, a questão da estruturação, dos objetivos e do preconceito presentes nesta modalidade, independentemente do nível educacional, ou seja, médio, técnico, superior ou de pós-graduação.
Iniciando pela estruturação, o texto apresenta três possibilidades, mencionando Petters(2003): instituições especializadas (single mode), instituições integradas (dual mode) e instituições que oferecem várias formas de ensino, com livre escolha para os alunos de acordo com suas própria necessidades (mixed mode). A implementação da EAD passa, obrigatoriamente e inicialmente por esta definição: Em qual o tipo de estrutura serão implantados os cursos e programas de EAD? No caso do Brasil, o que se tem visto é a utilização do mesmo espaço institucional do ensino presencial, o que vêm gerando debates e posições ideológicas que podem vir a comprometer a implementação desta modalidade de ensino em nosso país. Mesmo com a criação de um Sistema de Universidade Aberta no Brasil, os pólos presenciais são as próprias instituições de ensino presencial.
Os debates ideológicos citados acima convergem para as duas outras considerações, que chamei de questões centrais, quais sejam os objetivos e o preconceito.
E estes têm, num primeiro ponto, convergências fundamentais. Quando se cria ou regulamenta uma modalidade de ensino como a EAD, objetivando, claramente e institucionalmente, a formação de professores em exercício, com o intuito de atender a uma legislação que determina esta formação como obrigatória para o exercício do magistério, institui-se aí, um debate ideológico acerca da EAD no sentido de que essa modalidade estaria a serviço do atendimento a dispositivos legais e a falta de tempo para que os professores possam participar de programas de formação presenciais. Este debate ideológico se transforme em preconceito, pois muda o foco, que deveria ser permeado pela discussão dos aspectos pedagógicos e estruturais dos cursos como forma de democratização do ensino superior.
A UAB passa a ter, então, papel preponderante e decisivo, a meu ver, na implementação da modalidade a distância no Brasil, pois será a partir dela que as avaliações irão ocorrer. Onde os preconceitos poderão ser minados, através da comprovação de que há garantia da qualidade de ensino e que os projetos pedagógicos e a estruturação administrativa é compatível com a realidade dos alunos, qual seja, a distância geográfica e temporal entre o aprendiz e o educador; ou extrapolados, definindo, assim, o futuro da EAD em nosso país.
Este texto traz, a meu ver, três questões centrais ao debate da implementação do ensino a distância, quais sejam, a questão da estruturação, dos objetivos e do preconceito presentes nesta modalidade, independentemente do nível educacional, ou seja, médio, técnico, superior ou de pós-graduação.
Iniciando pela estruturação, o texto apresenta três possibilidades, mencionando Petters(2003): instituições especializadas (single mode), instituições integradas (dual mode) e instituições que oferecem várias formas de ensino, com livre escolha para os alunos de acordo com suas própria necessidades (mixed mode). A implementação da EAD passa, obrigatoriamente e inicialmente por esta definição: Em qual o tipo de estrutura serão implantados os cursos e programas de EAD? No caso do Brasil, o que se tem visto é a utilização do mesmo espaço institucional do ensino presencial, o que vêm gerando debates e posições ideológicas que podem vir a comprometer a implementação desta modalidade de ensino em nosso país. Mesmo com a criação de um Sistema de Universidade Aberta no Brasil, os pólos presenciais são as próprias instituições de ensino presencial.
Os debates ideológicos citados acima convergem para as duas outras considerações, que chamei de questões centrais, quais sejam os objetivos e o preconceito.
E estes têm, num primeiro ponto, convergências fundamentais. Quando se cria ou regulamenta uma modalidade de ensino como a EAD, objetivando, claramente e institucionalmente, a formação de professores em exercício, com o intuito de atender a uma legislação que determina esta formação como obrigatória para o exercício do magistério, institui-se aí, um debate ideológico acerca da EAD no sentido de que essa modalidade estaria a serviço do atendimento a dispositivos legais e a falta de tempo para que os professores possam participar de programas de formação presenciais. Este debate ideológico se transforme em preconceito, pois muda o foco, que deveria ser permeado pela discussão dos aspectos pedagógicos e estruturais dos cursos como forma de democratização do ensino superior.
A UAB passa a ter, então, papel preponderante e decisivo, a meu ver, na implementação da modalidade a distância no Brasil, pois será a partir dela que as avaliações irão ocorrer. Onde os preconceitos poderão ser minados, através da comprovação de que há garantia da qualidade de ensino e que os projetos pedagógicos e a estruturação administrativa é compatível com a realidade dos alunos, qual seja, a distância geográfica e temporal entre o aprendiz e o educador; ou extrapolados, definindo, assim, o futuro da EAD em nosso país.
Um comentário:
Oi Edson,
Também acho que a UAB pode, sim, vir a ser a instituição que corroborará com um novo pensamento sobre EAD no Brasil e a gente precisa disso.
Parabéns pelo blog. Suas considerações sintetizam tudo o que estamos discutindo em ICP.
Um grande abraço.
Postar um comentário