Alfabetização científica e tecnológica (ACT) como base para a inserção profissional
Este capítulo remete à discussão da nova sociedade que está se formando, a chamada sociedade tecnológica. Esta se caracteriza por um novo modo de vida altamente tecnológico e antiindustrial. Trata esta sociedade como parte principal da revolução global, cujos efeitos sobre o trabalho e sobre os mecanismos de formação para o trabalho são inéditos.
O primeiro problema apontado é que a disseminação da ciência e tecnologia excluiu o cidadão comum e que, em conseqüência disso, coloca-se em risco o desenvolvimento social e econômico do planeta, como observa HOBSBAWN “que as instituições coletivas humanas, afastando-se de um conhecimento de base sobre Ciência e Tecnologia e sobre seus impactos na sociedade, perdem o controle das conseqüências da ação coletiva humana.”
O segundo problema é descrito por TOURAINE, que prevê a globalização de todas as culturas, onde a nova sociedade teria como base o fim do indivíduo enquanto ator cultural, enquanto portador de uma identidade cultural. Prevê, ainda, um árduo processo de mudança e adaptação à nova sociedade emergente.
Toda essa discussão em torno da nova sociedade, ou da sociedade tecnológica, tem como princípio ativo a combinação e interrelação entre a ciência, a tecnologia e o trabalho, pois são vitais para o desenvolvimento das nações.
O autor é muito feliz quando apresenta as seguintes prospecções: “É igualmente importante que estejamos conscientes de que o advento da sociedade tecnológica, com todas as suas promessas, pode constituir-se em uma faca de dois gumes. Por um lado, há possibilidades concretas de melhoria geral da qualidade de vida da espécie humana pelo acesso a um arsenal de recursos científicos e tecnológicos com o poder de liberar-nos da rotina, do trabalho desumano, das doenças incuráveis, da massificação. Por outro lado, há o grande risco de se avançar rumo a uma armadilha, na qual seríamos subjugados por um desenvolvimento científico e tecnológico cujas repercussões desconhecemos e que não colaboram concretamente para a melhoria geral das condições de vida, tanto individual quanto coletivamente, e que nos relegariam a meros joguetes da mídia e do sistema de produção, a simples espectadores passivos ou consumidores acríticos, numa posição irrefletida com relação ao papel da ciência e a tecnologia no contexto de nossas vidas.”
Independente do que aconteça e como aconteça e do reflexo dos acontecimentos, em um ponto, há unanimidade. Há que se ter conhecimento de base em Ciência e Tecnologia, para o exercício pleno da cidadania por meio do trabalho. Há uma expressão que retrata bem esta necessidade: “alfabetização científica e tecnológica - ACT”, esta como sendo um conjunto de conhecimentos, atitudes e habilidades essenciais para a plena inserção do indivíduo no mercado de trabalho.
ACT, CTT e poder de participação por meio do trabalho.
A alfabetização científica e tecnológica passa a ser componente essencial na relação entre a Ciência, a Tecnologia e o Trabalho, na perspectiva de que ao indivíduo é primordial que seja dada oportunidade e condição para o desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico e seus empreendimentos, como forma de compreensão de seu papel no contexto das decisões a serem tomadas acerca dos rumos da ciência e tecnologia, bem como a influência destes na sociedade como um todo.
Há que se garantir a formação sobre ciência e tecnologia aos indivíduos desde o início da sua vida acadêmica, sendo necessário, portanto, uma mudança no processo de ensino da formação docente e uma requalificação do corpo docente existente nas escolas, com vitais à valorização das ciências e tecnologias no processo ensino-aprendizagem, sem o qual será impossível esta mudança necessária.
Essa realidade é exemplificada de forma direta e irrefutável pelo autor, quando cita as conseqüências desta não-formação e com o descaso no estudo da ciência e da tecnologia: “...... acabou por conduzir a sociedade como um todo na direção de problemas cruciais, incontornáveis e relacionados com a própria sobrevivência da espécie humana, com a degradação do meio ambiente, a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global, a poluição, a acentuação desmedida do desequilíbrio sócio-econômico mundial, o desaparecimento de espécies de animais, etc.”
Conclusão
Há três eixos principais na relação do trinômio Ciência-Tecnologia-Trabalho: o eixo político-econômico, onde há necessidade de uma participação na delimitação da cultura científica e tecnológica para garantir a manutenção da hegemonia política e econômica das nações desenvolvidas e para abrir as portas do desenvolvimento às nações do Terceiro Mundo. O eixo social por sua vez se justifica pela necessidade de se assegurar que decisões de natureza tecnológica ou científica, apresentando repercussões sociais importantes, possam ser suficientemente compreendidas por todos e controladas democraticamente. Já o terceiro eixo, o da dimensão humanista, tem por objetivo conduzir cada cidadão a inteirar-se da cultura científica e tecnológica produzida pela humanidade, a compreender sua dimensão histórica, epistemológica, estética, ética e cultural, bem como seus impactos sobre o exercício de atividades profissionais.
Este capítulo remete à discussão da nova sociedade que está se formando, a chamada sociedade tecnológica. Esta se caracteriza por um novo modo de vida altamente tecnológico e antiindustrial. Trata esta sociedade como parte principal da revolução global, cujos efeitos sobre o trabalho e sobre os mecanismos de formação para o trabalho são inéditos.
O primeiro problema apontado é que a disseminação da ciência e tecnologia excluiu o cidadão comum e que, em conseqüência disso, coloca-se em risco o desenvolvimento social e econômico do planeta, como observa HOBSBAWN “que as instituições coletivas humanas, afastando-se de um conhecimento de base sobre Ciência e Tecnologia e sobre seus impactos na sociedade, perdem o controle das conseqüências da ação coletiva humana.”
O segundo problema é descrito por TOURAINE, que prevê a globalização de todas as culturas, onde a nova sociedade teria como base o fim do indivíduo enquanto ator cultural, enquanto portador de uma identidade cultural. Prevê, ainda, um árduo processo de mudança e adaptação à nova sociedade emergente.
Toda essa discussão em torno da nova sociedade, ou da sociedade tecnológica, tem como princípio ativo a combinação e interrelação entre a ciência, a tecnologia e o trabalho, pois são vitais para o desenvolvimento das nações.
O autor é muito feliz quando apresenta as seguintes prospecções: “É igualmente importante que estejamos conscientes de que o advento da sociedade tecnológica, com todas as suas promessas, pode constituir-se em uma faca de dois gumes. Por um lado, há possibilidades concretas de melhoria geral da qualidade de vida da espécie humana pelo acesso a um arsenal de recursos científicos e tecnológicos com o poder de liberar-nos da rotina, do trabalho desumano, das doenças incuráveis, da massificação. Por outro lado, há o grande risco de se avançar rumo a uma armadilha, na qual seríamos subjugados por um desenvolvimento científico e tecnológico cujas repercussões desconhecemos e que não colaboram concretamente para a melhoria geral das condições de vida, tanto individual quanto coletivamente, e que nos relegariam a meros joguetes da mídia e do sistema de produção, a simples espectadores passivos ou consumidores acríticos, numa posição irrefletida com relação ao papel da ciência e a tecnologia no contexto de nossas vidas.”
Independente do que aconteça e como aconteça e do reflexo dos acontecimentos, em um ponto, há unanimidade. Há que se ter conhecimento de base em Ciência e Tecnologia, para o exercício pleno da cidadania por meio do trabalho. Há uma expressão que retrata bem esta necessidade: “alfabetização científica e tecnológica - ACT”, esta como sendo um conjunto de conhecimentos, atitudes e habilidades essenciais para a plena inserção do indivíduo no mercado de trabalho.
ACT, CTT e poder de participação por meio do trabalho.
A alfabetização científica e tecnológica passa a ser componente essencial na relação entre a Ciência, a Tecnologia e o Trabalho, na perspectiva de que ao indivíduo é primordial que seja dada oportunidade e condição para o desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico e seus empreendimentos, como forma de compreensão de seu papel no contexto das decisões a serem tomadas acerca dos rumos da ciência e tecnologia, bem como a influência destes na sociedade como um todo.
Há que se garantir a formação sobre ciência e tecnologia aos indivíduos desde o início da sua vida acadêmica, sendo necessário, portanto, uma mudança no processo de ensino da formação docente e uma requalificação do corpo docente existente nas escolas, com vitais à valorização das ciências e tecnologias no processo ensino-aprendizagem, sem o qual será impossível esta mudança necessária.
Essa realidade é exemplificada de forma direta e irrefutável pelo autor, quando cita as conseqüências desta não-formação e com o descaso no estudo da ciência e da tecnologia: “...... acabou por conduzir a sociedade como um todo na direção de problemas cruciais, incontornáveis e relacionados com a própria sobrevivência da espécie humana, com a degradação do meio ambiente, a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global, a poluição, a acentuação desmedida do desequilíbrio sócio-econômico mundial, o desaparecimento de espécies de animais, etc.”
Conclusão
Há três eixos principais na relação do trinômio Ciência-Tecnologia-Trabalho: o eixo político-econômico, onde há necessidade de uma participação na delimitação da cultura científica e tecnológica para garantir a manutenção da hegemonia política e econômica das nações desenvolvidas e para abrir as portas do desenvolvimento às nações do Terceiro Mundo. O eixo social por sua vez se justifica pela necessidade de se assegurar que decisões de natureza tecnológica ou científica, apresentando repercussões sociais importantes, possam ser suficientemente compreendidas por todos e controladas democraticamente. Já o terceiro eixo, o da dimensão humanista, tem por objetivo conduzir cada cidadão a inteirar-se da cultura científica e tecnológica produzida pela humanidade, a compreender sua dimensão histórica, epistemológica, estética, ética e cultural, bem como seus impactos sobre o exercício de atividades profissionais.