A trajetória da Educação a distância no Brasil
A educação a distância oficial no Brasil
A modalidade a distância no Brasil teve sua origem no Movimento de Educação de Base (MEB), na década de 70, com o objetivo de alfabetizar adultos através do Rádio. Esta, para alguns autores, representou uma alternativa encontrada pelo Governo Federal para tentar diminuir o analfabetismo no país. Para outros autores, o governo foi levado a legalizar e regulamenta a educação a distância pelo fato de os meios de comunicação, já naquela época, mostrarem-se favoráveis à prática de ensino.
O autor traz de forma clara e, na minha visão, irretocável, que “uma das razões pelas quais exista um espaço de mais de meio século entre o surgimento e a oficialização da educação a distância no Brasil, sejam as dificuldades de aceitação da mesma em nosso meio acadêmico, que por muito tempo julgou o ensino a distância uma forma inferior de prática pedagógica e, em conseqüência disso, acabou por rejeita-lo.”
A regulamentação desta modalidade aparece, pela primeira vez, com o advento da Lei nº 5692, de 11 de agosto de 1971. Entretanto esta especificava a educação a distância vinculada ao ensino supletivo. Já com a promulgação da nova LDB (Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996) que traz em seu bojo uma enorme flexibilidade do sistema de ensino, propiciando a criação de novas modalidades de cursos de modo a incorporar novos conteúdos, práticas pedagógicas e procedimentos de avaliação, a modalidade de educação a distância ganha força e regulamentação própria, através do decreto nº 2494 de 10 de fevereiro de 1998.
- Importante ressaltar a definição de educação a distância dada pelo referido decreto: “... é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação.”
- Outro aspecto importante, a meu ver, é a normatização a respeito do credenciamento das instituições e a autorização, terem validade apenas de 5 (cinco) anos, podendo ser renovados mediante avaliação.
- Igualmente importante, para mim, é a obrigatoriedade da presença do aluno na avaliação do seu rendimento.
As entrevistas com Jarbas Passarinho (Ministro da Educação a época da LDB 5692/71), Samuel Pfromn Netto (Psicólogo educacional) e Arnaldo Niskier (Escritor e Membro da ABL) são riquíssimas em todos os sentidos, seja do que pensam a respeito da educação, da educação a distância no mundo e no Brasil, especificamente, seja pelo retrato histórico da educação.
Apesar dos depoimentos terem, em muitos momentos aspectos divergentes, há uma convergência unânime sobre os seguintes aspectos:
- A EAD oficial ou não-oficial no mundo remete a séculos passados;
- O Brasil está muito atrasado na implantação desta modalidade;
- A EAD se bem estruturada e fiscalizada poderá ser, como nos países do primeiro mundo, a modalidade da transformação econômica, social e cultural do Brasil;
- Que a educação continuada, dita como imprescindível na sociedade tecnológica, terá na EAD seu mais forte aliado;
- Há necessidade de uma nova formação e valorização docente.
A educação a distância não-oficial no Brasil
O pioneirismo da EAD no Brasil remete-nos a 1904 com as Escolas Internacionais, localizada no Rio de Janeiro, mas sobre a qual não há registros com condições de avaliação de sua trajetória.
Em função da necessidade, para este trabalho, do conhecimento da trajetória da EAD não-oficial no Brasil, o autor analisou duas escolas que se destacam e se destacaram ao longo destes anos ao ensino a distância, quais sejam, o Instituto Rádio Técnico Monitor e o Instituto Universal Brasileiro, ambos situados fisicamente em São Paulo e que se caracterizaram pela oferta de ensino por correspondência no Brasil.
Analisando, então a trajetória destes institutos e da própria EAD no Brasil, temos que o surgimento de ambos se deu, a partir da visão de seus fundadores em função das demandas apresentadas por qualificação de mão-de-obra para fazer frente à chamada Revolução Industrial Brasileira e atendimento às comunidades longínquas do nosso país.
Estes institutos evoluíram e utilizam não só a correspondência como meio de interação com o aluno, mas também a internet, o vídeo, as teleconferências e um aporte humano de especialistas para atendimento pelos diversos meios de comunicação e também presencialmente, com o intuito de tirar dúvidas e conduzirem o processo de forma participativa e desfocado da distância física. Contam, ainda, com uma estrutura administrativa completa e complexa, capaz de organizar todo o processo com o intuito de garantir a interatividade e a qualidade dos materiais de aprendizagem.
A participação destes dois institutos no mercado educacional é muito forte e diversificada, pois vai de cursos supletivos de 1o. e 2o. graus a cursos de habilitação técnica de nível médio, passando por cursos de qualificação profissional nas mais diversas áreas demandadas. Somam, segundo GUARANYS e CASTRO (1979), um total de, aproximadamente 175.000 alunos espalhados por todo o território nacional.
A educação a distância oficial no Brasil
A modalidade a distância no Brasil teve sua origem no Movimento de Educação de Base (MEB), na década de 70, com o objetivo de alfabetizar adultos através do Rádio. Esta, para alguns autores, representou uma alternativa encontrada pelo Governo Federal para tentar diminuir o analfabetismo no país. Para outros autores, o governo foi levado a legalizar e regulamenta a educação a distância pelo fato de os meios de comunicação, já naquela época, mostrarem-se favoráveis à prática de ensino.
O autor traz de forma clara e, na minha visão, irretocável, que “uma das razões pelas quais exista um espaço de mais de meio século entre o surgimento e a oficialização da educação a distância no Brasil, sejam as dificuldades de aceitação da mesma em nosso meio acadêmico, que por muito tempo julgou o ensino a distância uma forma inferior de prática pedagógica e, em conseqüência disso, acabou por rejeita-lo.”
A regulamentação desta modalidade aparece, pela primeira vez, com o advento da Lei nº 5692, de 11 de agosto de 1971. Entretanto esta especificava a educação a distância vinculada ao ensino supletivo. Já com a promulgação da nova LDB (Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996) que traz em seu bojo uma enorme flexibilidade do sistema de ensino, propiciando a criação de novas modalidades de cursos de modo a incorporar novos conteúdos, práticas pedagógicas e procedimentos de avaliação, a modalidade de educação a distância ganha força e regulamentação própria, através do decreto nº 2494 de 10 de fevereiro de 1998.
- Importante ressaltar a definição de educação a distância dada pelo referido decreto: “... é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação.”
- Outro aspecto importante, a meu ver, é a normatização a respeito do credenciamento das instituições e a autorização, terem validade apenas de 5 (cinco) anos, podendo ser renovados mediante avaliação.
- Igualmente importante, para mim, é a obrigatoriedade da presença do aluno na avaliação do seu rendimento.
As entrevistas com Jarbas Passarinho (Ministro da Educação a época da LDB 5692/71), Samuel Pfromn Netto (Psicólogo educacional) e Arnaldo Niskier (Escritor e Membro da ABL) são riquíssimas em todos os sentidos, seja do que pensam a respeito da educação, da educação a distância no mundo e no Brasil, especificamente, seja pelo retrato histórico da educação.
Apesar dos depoimentos terem, em muitos momentos aspectos divergentes, há uma convergência unânime sobre os seguintes aspectos:
- A EAD oficial ou não-oficial no mundo remete a séculos passados;
- O Brasil está muito atrasado na implantação desta modalidade;
- A EAD se bem estruturada e fiscalizada poderá ser, como nos países do primeiro mundo, a modalidade da transformação econômica, social e cultural do Brasil;
- Que a educação continuada, dita como imprescindível na sociedade tecnológica, terá na EAD seu mais forte aliado;
- Há necessidade de uma nova formação e valorização docente.
A educação a distância não-oficial no Brasil
O pioneirismo da EAD no Brasil remete-nos a 1904 com as Escolas Internacionais, localizada no Rio de Janeiro, mas sobre a qual não há registros com condições de avaliação de sua trajetória.
Em função da necessidade, para este trabalho, do conhecimento da trajetória da EAD não-oficial no Brasil, o autor analisou duas escolas que se destacam e se destacaram ao longo destes anos ao ensino a distância, quais sejam, o Instituto Rádio Técnico Monitor e o Instituto Universal Brasileiro, ambos situados fisicamente em São Paulo e que se caracterizaram pela oferta de ensino por correspondência no Brasil.
Analisando, então a trajetória destes institutos e da própria EAD no Brasil, temos que o surgimento de ambos se deu, a partir da visão de seus fundadores em função das demandas apresentadas por qualificação de mão-de-obra para fazer frente à chamada Revolução Industrial Brasileira e atendimento às comunidades longínquas do nosso país.
Estes institutos evoluíram e utilizam não só a correspondência como meio de interação com o aluno, mas também a internet, o vídeo, as teleconferências e um aporte humano de especialistas para atendimento pelos diversos meios de comunicação e também presencialmente, com o intuito de tirar dúvidas e conduzirem o processo de forma participativa e desfocado da distância física. Contam, ainda, com uma estrutura administrativa completa e complexa, capaz de organizar todo o processo com o intuito de garantir a interatividade e a qualidade dos materiais de aprendizagem.
A participação destes dois institutos no mercado educacional é muito forte e diversificada, pois vai de cursos supletivos de 1o. e 2o. graus a cursos de habilitação técnica de nível médio, passando por cursos de qualificação profissional nas mais diversas áreas demandadas. Somam, segundo GUARANYS e CASTRO (1979), um total de, aproximadamente 175.000 alunos espalhados por todo o território nacional.
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